~carvoeiro ~lagoa

~ falassem essas paredes, mesmo as de pedra branca sazonalmente caiadas. e nas janelas, as leves cortinas no seu algodão poroso oscilassem a cada suspiro na noite ou no dia. se os candeeiros alumiassem ainda que só quando a claridade desbota. não calasse a tua boca de cada vez que me abalroas os lábios confidenciando o sentido oculto do teu corpo. então não poderíamos delongar mais por aqui, meu amor (como se enuncia nalguma poesia o objecto de desejo) ~

Pedro Jubilot, “Postais da Costa Sul“, CanalSonora (2013)

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