correspondência

refugiado nas sombras
o amor que tenho
pela soturnidade
pela melancolia
pela hora crepuscular
pela densidade
do espaço negro
onde consigo

respirar

a razão

não são os feixes
animados de pó
nem a lança dos teus olhos
nem a concha que brilha
nas tuas mãos

lembra-me

sim

do poço fundo
da tua boca
que protege
a violência da luz.

09. 03. 2019.

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