nadir

a meio do dia, de modo a não te afadigares pela manhã, e ainda longe do cansaço do entardecer, quando a sombra é nula e a escondes exatamente por baixo dos teus pés, coloco aqui, sobre o chão, este meu corpo desdobrado, resguardado, coberto por uma teia de esperas e de restos sem guia. desobrigo-te de me mostrares o inferno ou de me garantires vida eterna. abri-te a porta, como vês, para que possas saciar a tua sede de crisálida. não demores pois, enreda-nos em tudo o que desconheces, ceva a tua fome nas marcas da cal.

16. 02. 2019.

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