trip | art | ida

a renúncia.

evito tanto a pergunta quanto as respostas
não é isso o que fazemos sempre na vida?
o labirinto do escondes-te e apanho-me se puderes

a morada.

e estamos aqui tão bem entre os avanços e a recusa
onde só posso estender um e recolhes os braços
e deixar cair o pomo e os gomos e os dedos e a linha
tensa para dentro das águas rasas do silêncio

a chegada.

dessa viagem que nos falta todavia fazer era
bom que pudesse ser de espasmos e a dor
de um bilhete só de ida nunca, nunca nos morria

e então porque chego a, e te basta esse país
onde nada existe e onde cheio de nadas me esperas?

[ ~ 29 set. 2018 ~ ]

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google photo

Está a comentar usando a sua conta Google Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s