nova Jerusalém

sobre o pó que volta ao pó
como a cinza que se desfaz
quando tocamos ao de leve
com a ponta dos dedos
deixaram pequenas pedras
que assinalam a lembrança
que houve um caminho
uma mão obrigada por um gesto
um olhar lançado ao céu
nunca em vão

sobre o incorpóreo pó do deserto
somando todos os fantasmas
do passado e do futuro
deixaram o sangue coalhado
que assinala a lembrança
da Nova Jerusalém
erguida entre a terra e o céu
sobre o sepulcro dos mártires
onde nunca residirão

[ ~ 5 fev 2018 ~ ]

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